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Zika pode ter causado forte queda em número de nascimentos no Brasil
Recuo em 2016 foi maior que o esperado pelo IBGE e o primeiro registrado em seis anos
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Postada em 14/11/2017 ás 21h37
Zika pode ter causado forte queda em número de nascimentos no Brasil

ZIKA

RIO – O número de nascimentos ocorridos e registrados no país teve um forte recuo no ano passado, o primeiro desde 2010, aponta a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2016, divulgada na manhã desta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, foram 2.793.935 nascimentos em 2016, uma queda de 5,1% frente ao ano anterior.


 

Oliveira conta que a “virada” no número de nascimentos no país já era esperada diante das mudanças no perfil demográfico brasileiro indicadas pelo último censo geral realizado pelo instituto, em 2010, como o envelhecimento da população e a queda na taxa de fecundidade das brasileiras, mas o tamanho do recuo surpreendeu. Assim, ela acredita que algum outro fator deve ter impulsionado o fenômeno.


Embora destaque que este tipo de pesquisa não seja capaz de apontar qual seria este fator, Klívia acha que a explicação pode ser de certa forma simples: a epidemia de zika que varreu o país entre 2015 e 2016. Um indício disso, cita, é o caso de Pernambuco. Um dos estados mais atingidos pela doença e o consequente surto de microcefalia nos bebês de mães infectadas pelo vírus da zika durante a gravidez, Pernambuco registrou o maior recuo no número de nascimentos no ano passado, de 10%.


- As taxas de natalidade e fecundidade de fato vêm caindo no Brasil, com as mulheres adiando os planos de maternidade e tendo menos filhos, mas o tamanho deste recuo no ano passado chama a atenção – diz. - Mas além de um sinal da mudança no perfil demográfico do Brasil, que o Censo de 2010 já indicava, há a possibilidade desta queda muito acima da esperada ter sido provocada por uma questão epidemiológica. Em 2015 vivemos o problema da epidemia de zika e as mulheres brasileiras ficaram com muito medo da microcefalia, o que pode ter feito algumas delas abandonarem seus planos de engravidar naquele ano dos bebês que nasceriam em 2016. Não posso afirmar isso porque a pesquisa não é desenhada para identificar estes fatores, mas existe essa possibilidade.


 

FONTE: O GLOBO
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